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INSS investe no atendimento digital dos segurados, afirma direção da instituição

Audiência conjunta de três comissões da Câmara dos Deputados debateu as inovações tecnológicas no Instituto Nacional de Seguro Social e os 27 anos do órgão

Em audiência pública na Câmara dos Deputados, nesta quarta-feira (12), o presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Leonardo Gadelha, e o diretor de atendimento do órgão, Jobson Sales, mostraram como o órgão está mudando o modelo de atendimento ao cidadão.

45 milhões de pessoas vão às agências do INSS anualmente, boa parte delas só para fazer consultas ou pegar documentos. O projeto INSS Digital pretende usar o processo eletrônico para várias demandas da população, o que pode diminuir o fluxo às agências e a espera pela resolução dos pedidos de benefícios. Hoje em dia, alguns segurados aguardam até seis meses.

Um dos canais para apressar o atendimento é a plataforma digital chamada "Meu INSS", que já tem 1 milhão e seiscentas mil senhas cadastradas. Vários serviços podem ser solicitados por meio dela. A plataforma digital pode ser acessada pelo endereço: meu.inss.gov.br

Outra providência são acordos de cooperação técnica com sindicatos, prefeituras e outras entidades, também para substituir a solicitação presencial por um requerimento eletrônico. Internamente, um sistema de gerenciamento de tarefas ajuda a acelerar a análise dos processos.

27 anos do INSS
As inovações tecnológicas adotadas pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) foram tema de audiência pública promovida pelas comissões de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa; de Seguridade Social e Família; e de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência.

O evento, proposto pelos deputados Gilberto Nascimento (PSC-SP), Júlia Marinho (PSC-PA) e Professor Victório Galli (PSC-MT), também comemorou os 27 anos do INSS, completados em 27 de junho.

Cortar custos
Além da agilidade, as novidades tecnológicas têm o objetivo de cortar custos. Só no ano passado, o órgão pagou 250 milhões de reais de correção monetária a titulares de processos que demoraram mais de 45 dias para serem finalizados.

O diretor de atendimento do INSS, Jobson Sales, mostrou como o gasto de tempo e dinheiro penaliza também quem vai atrás dos seus direitos. "Há segurados na Bacia Amazônica, por exemplo, que têm que se deslocar cinco dias pagando cerca de mil reais por um transporte de barco para conseguir o acesso ao serviço previdenciário. Não basta ter direitos, é preciso garantir o acesso a esses direitos."

Serviços em agências
A economia não é só de dinheiro: a ideia, por exemplo, é gastar menos papel e menos espaço para armazenar documentos físicos. Mas o serviço das agências não será eliminado. Foi o que garantiu o presidente do INSS, Leonardo Gadelha, ao responder a um internauta sobre o atendimento a idosos que não têm intimidade com tecnologia.

"Vamos caminhar em paralelo com os dois sistemas enquanto houver necessidade de atendimento presencial. Nenhum cidadão brasileiro será privado de ir até uma agência, de conversar com um servidor do INSS, de poder solucionar o seu problema pessoalmente, se essa for a sua disposição", destacou Gadelha.

Presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa, o deputado Gilberto Nascimento aprovou as mudanças. "Eles estão reduzindo custos, aumentando a produtividade e o atendimento aos idosos. E, para nós, é isso que interessa: que os nossos idosos, que o nosso povo brasileiro seja bem atendido quando vai a uma repartição pública."

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